
O dólar comercial registrou uma forte queda nesta segunda-feira (9), fechando vendido a R$ 5,165, o que representa um recuo de R$ 0,079 (-1,52%). A cotação praticamente compensou a alta acumulada desde o início do conflito no Oriente Médio e atingiu seu menor nível desde 27 de fevereiro. O euro também seguiu a tendência de baixa, fechando abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado.
Mercado reage a declarações de Trump
A reviravolta no mercado financeiro foi impulsionada por declarações do presidente Donald Trump, que indicou um possível fim para a guerra. Em entrevista à rede de televisão CBS, Trump expressou acreditar que o conflito está “praticamente concluída” e que os Estados Unidos estão “muito à frente” do prazo inicialmente estimado.
A fala do presidente americano intensificou o recuo do dólar, que já operava em desaceleração com investidores realizando lucros. A moeda estadunidense chegou a abrir o dia em R$ 5,28.
Bolsa sobe e petróleo recua
Em contrapartida, a bolsa de valores brasileira teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou em alta de 0,86%, aproximando-se dos 181 mil pontos. O índice disparou após a declaração de Trump.
O preço do petróleo tipo Brent, que chegou a se aproximar dos US$ 120 o barril durante a madrugada, recuou significativamente após a fala de Trump, caindo para cerca de US$ 88. Antes disso, o Brent subia cerca de 7%.
Fatores externos colaboram para alívio
Além da mudança de postura de Trump, outros fatores contribuíram para a queda do petróleo. O G7 anunciou ajuda para o setor petroleiro, e o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a França poderia enviar fragatas para defender navios no Estreito de Ormuz, o que ajudou a aliviar as tensões e os preços da commodity.
Com informações da Agência Brasil







