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domingo, 12 de abril de 2026
Economia Guerra no Oriente Médio impulsiona petróleo dos EUA em mais de 12%

Guerra no Oriente Médio impulsiona petróleo dos EUA em mais de 12%

Os contratos futuros de petróleo negociados nos Estados Unidos registraram um aumento expressivo de mais de 12% nesta sexta-feira (6), impulsionados pela escalada do conflito entre os EUA e Israel contra o Irã. A instabilidade no Oriente Médio, que efetivamente fechou o vital Estreito de Ormuz, limitou a oferta de petróleo da região e levou compradores a buscarem barris alternativos, especialmente nos EUA, maior produtor mundial.

Disparada nos preços do petróleo

O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) encerrou o dia negociado a US$ 90,90 por barril, uma alta de US$ 9,89, ou 12,21%. Já o Brent, referência internacional, fechou a US$ 92,69 por barril, com ganho de US$ 7,28, ou 8,52%. Este foi o segundo dia consecutivo em que os futuros do petróleo americano superaram o desempenho do Brent.

Fatores que explicam a divergência

Analistas apontam que refinarias e casas comerciais estão buscando fontes alternativas de barris, e os Estados Unidos, como maior produtor, se beneficiam dessa demanda. Giovanni Staunovo, analista do UBS, explica que a busca por barris alternativos e a necessidade de evitar uma redução drástica nos estoques americanos explicam a dinâmica de preços. Janiv Shah, vice-presidente de análise de petróleo da Rystad Energy, também mencionou a força potencial nas refinarias da Costa do Golfo dos EUA e fatores relacionados a Washington como impulsionadores da divergência.

Impacto no fornecimento global

A alta desta sexta-feira representou o maior ganho semanal para o petróleo desde a volatilidade observada durante a pandemia de covid-19 em 2020. O conflito no Oriente Médio interrompeu o transporte marítimo e as exportações de energia pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da demanda mundial de petróleo diariamente. Com o estreito fechado por sete dias, aproximadamente 140 milhões de barris de petróleo deixaram de chegar ao mercado.

Projeções de preços e o “pior cenário”

A situação acende o alerta para possíveis novos aumentos. O ministro de energia do Catar alertou em entrevista ao Financial Times que, se produtores do Golfo Pérsico fecharem exportações nas próximas semanas, o preço do barril pode atingir US$ 150. John Kilduff, sócio da Again Capital, descreveu o cenário como o “pior possível” e acredita que as previsões de US$ 100 por barril estão prestes a se concretizar.

O conflito se espalhou por importantes regiões produtoras de energia no Oriente Médio, afetando a produção e levando ao fechamento de refinarias e usinas de gás natural liquefeito.

Com informações da Agência Brasil