
Brasil mantém competitividade com nova tarifa global dos EUA, diz Alckmin
O Brasil não sofrerá perda de competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A afirmação foi feita pelo presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que destacou que a taxa será aplicada a todos os países exportadores, mantendo o Brasil em igualdade de condições no mercado norte-americano.
Decisão judicial anula tarifas anteriores
A declaração surge após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais tarifas impostas anteriormente por Trump. Por seis votos a três, a Corte determinou que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso, e não do Executivo.
O julgamento anulou parte significativa do “tarifaço” de Trump, que incluía uma alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totalizando 50% em alguns casos. Alckmin classificou a decisão como “muito importante” para o Brasil, abrindo “uma avenida para um comércio mais pujante”.
Setores estratégicos podem se beneficiar
Alckmin ressaltou que a nova tarifa global não altera a posição relativa do Brasil no comércio com os EUA. Setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores.
Produtos estratégicos como aço e alumínio, afetados pela Seção 232 da legislação americana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos. O ministro reforçou que o Brasil não é um gerador de déficit comercial para os EUA e defendeu a continuidade do diálogo bilateral, afirmando que “a negociação continua”.
Impacto econômico e futuro das negociações
Especialistas preveem que a derrubada das tarifas pode impulsionar as exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos EUA. Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões. Apesar do revés judicial, Trump sinalizou a busca por novos caminhos legais para manter sua política tarifária.
Com informações da Agência Brasil







