
O Ministério da Saúde enviou uma equipe emergencial para reforçar o atendimento na base polo de Surucucu, na Terra Indígena (TI) Yanomami, em Roraima. A ação visa combater o aumento de infecções por coqueluche entre crianças, que já contabiliza oito casos e três mortes.
Ações de resposta e especialistas
A equipe, que chegou à região na última segunda-feira (16), conta com especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS, experientes em contenção de surtos. Eles atuarão em conjunto com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Yanomami, somando 50 profissionais para prevenção e assistência local.
As crianças infectadas estão em tratamento em hospitais de Boa Vista. Duas já receberam alta, e os casos suspeitos permanecem em investigação.
Vacinação como principal prevenção
A vacina contra a coqueluche é oferecida gratuitamente pelo SUS para crianças de até 7 anos e gestantes. O esquema vacinal completo em crianças menores de 1 ano na TI Yanomami quase dobrou entre 2022 e 2025, passando de 29,8% para 57,8%. Entre os menores de 5 anos, o índice subiu de 52% para 73% no mesmo período.
Contexto de emergência sanitária
Em 2023, o Governo Federal decretou estado de emergência na TI Yanomami devido à alta desnutrição, malária e outras mortes, em decorrência do garimpo ilegal. Medidas como o fechamento de garimpos, destinação de recursos para controle aéreo, despoluição de rios e construção de unidades de saúde foram implementadas.
Desde o estado de emergência, o número de profissionais do Dsei Yanomami cresceu 169%, com a contratação de 1.165 novos colaboradores. Dados de 2025 indicam uma queda de 27,6% na mortalidade na região, embora lideranças indígenas apontem para desafios persistentes.
A TI Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com mais de 30 mil habitantes distribuídos em cerca de 376 comunidades.
Com informações da Agência Brasil






