
O Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES), implementou a tecnologia Kanban para aprimorar seus processos clínicos. A iniciativa visa otimizar o fluxo de atendimento aos pacientes e agilizar a tomada de decisões nas áreas de urgência e emergência.
Desde outubro do ano passado, quando o novo Pronto-Atendimento da unidade foi inaugurado, o sistema tem demonstrado resultados positivos. Profissionais relatam melhorias na comunicação entre os setores, o que resulta em um acompanhamento mais interativo dos casos em andamento. Para os pacientes, a principal vantagem é a redução do tempo de espera e o aumento da resolutividade.
Kanban: da indústria para a saúde
Originalmente desenvolvido no Japão como um método de gestão visual de processos para a indústria, o Kanban tem sido cada vez mais adotado em hospitais. A tecnologia funciona por meio de um painel visual que exibe cada etapa do processo de atendimento ao paciente, desde a admissão até a alta, passando por exames e reavaliações.
“A adoção dessa tecnologia representa um avanço na modernização que vem sendo executada no HPS Platão Araújo”, afirma a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud. “Com processos mais organizados e monitoramento em tempo real, conseguimos reduzir desperdícios, otimizar recursos e garantir mais agilidade no atendimento à população.”
Benefícios para pacientes e equipes
A diretora clínica do Platão Araújo, Michele Oliveira, explica que o Kanban transforma cada fase do atendimento em um “cartão” em um painel. “Os profissionais conseguem identificar rapidamente o estágio em que cada paciente ou tarefa se encontra, favorecendo decisões mais rápidas e uma distribuição mais eficiente dos recursos humanos e materiais”, detalha.
O diretor do hospital, Juliano Botero, complementa que a adoção do Kanban faz parte de um conjunto maior de ferramentas de gestão baseadas em dados. “Quando aliamos tecnologia, dados em tempo real e metodologias estruturadas de gestão, conseguimos tomar decisões mais assertivas. Isso impacta diretamente na qualidade e na segurança do paciente”, conclui.
Com informações da Agência Amazonas de Notícias







