
Na manhã desta quarta-feira (data), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação contra o Rioprevidência, resultando na apreensão de dinheiro em espécie, dois carros de luxo e dois telefones celulares. Um dos aparelhos pertencia a um indivíduo que tentou se desfazer de uma mala contendo dinheiro, arremessando-a pela janela de um imóvel.
Os veículos apreendidos foram encaminhados para a delegacia da PF em Itajaí, Santa Catarina. Os mandados judiciais foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.
Entenda a investigação
A Operação Barco de Papel apura irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, pelo Rioprevidência. Segundo a PF, o fundo de pensão teria investido aproximadamente R$ 970 milhões no Master entre novembro de 2023 e julho de 2024.
A suspeita recai sobre o envolvimento do Banco Master em um esquema fraudulento bilionário, que incluía a emissão de títulos sem valor e a inflação artificial do balanço da instituição. O Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais, nega as irregularidades.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro do ano passado, devido a uma grave crise de liquidez e violações às normas. Investigações da PF e relatórios do BC indicam que o banco de Daniel Vorcaro pode ter desviado cerca de R$ 11,5 bilhões.
Exoneração e prisão
No mesmo dia da operação, o então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi exonerado do cargo pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, após anunciar sua renúncia. No início de fevereiro, Antunes já havia sido preso na segunda fase da Operação Barco de Papel.
Com informações da Agência Brasil







