
O Amazonas deu um passo significativo na proteção ambiental ao registrar uma impressionante redução de 70% nos focos de calor em janeiro de 2026. Conforme dados do Programa Queimadas (BD Queimadas) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram contabilizados apenas 18 focos no primeiro mês do ano, uma queda expressiva em comparação com os 60 registros observados no mesmo período de 2025.
A redução corresponde a 42 focos de calor a menos na comparação com janeiro de 2025. Esse resultado reforça um cenário de queda observado no início de 2026, indicando menor incidência de alertas no território amazonense no recorte analisado. Os dados são monitorados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
A última vez que o Amazonas registrou, em janeiro, um número inferior a 18 focos de calor foi em 2012, quando o estado contabilizou oito ocorrências, segundo a série histórica do BD Queimadas.
Monitoramento e ações estratégicas
Gustavo Picanço, diretor-presidente do Ipaam, explicou que os dados do Inpe são acompanhados diariamente e servem de subsídio para ações de prevenção, fiscalização ambiental e resposta às ocorrências em todo o estado.
“O monitoramento diário das informações do Inpe permite identificar os municípios com maior risco e orientar ações de prevenção e fiscalização. Esse trabalho técnico, aliado à integração entre os órgãos, tem sido fundamental para reduzir os focos de calor logo no início do ano”, destacou Picanço, ressaltando que a redução reflete o acompanhamento contínuo dos dados técnicos e o direcionamento das ações preventivas para áreas mais suscetíveis a queimadas.
Eduardo Taveira, secretário de Estado do Meio Ambiente, enfatizou que o resultado de janeiro é fruto do trabalho estratégico estruturado pelo Governo do Amazonas, com foco na prevenção e na atuação integrada entre os órgãos ambientais.
“O Governo do Amazonas já iniciou 2026 com planejamento e articulação institucional. Estamos atuando de forma antecipada, com foco no combate ao desmatamento e na redução dos riscos ambientais para o período mais crítico, que costuma ser a partir do segundo semestre”, afirmou o secretário da Sema.
Cenário nos municípios
No ranking dos municípios com maior número de focos de calor em janeiro de 2026, Autazes (a 113 quilômetros de Manaus), Barcelos (a 399 quilômetros) e Lábrea (a 702 quilômetros) aparecem com dois registros cada. O cenário em janeiro de 2025 foi diferente, com São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros da capital) liderando o ranking com 16 focos, seguido por Guajará (a 1.476 quilômetros de Manaus) com oito, e Barcelos com seis registros.
Com informações da assessoria







