
O diretor jurídico do Banco de Brasília (BRB), Veloso, renunciou ao cargo. A decisão acontece em meio a investigações sobre operações consideradas irregulares entre o BRB e o Banco Master, que teriam causado um rombo de aproximadamente R$ 5 bilhões no balanço do banco público.
Operações sob escrutínio
Entre 2023 e 2024, o BRB adquiriu duas carteiras de crédito do Banco Master no valor de R$ 12,2 bilhões. Segundo apurações da Polícia Federal, essas carteiras eram compostas por ativos superfaturados ou inexistentes. Em 2025, o BRB chegou a anunciar a intenção de adquirir o controle do Master, operação aprovada pelo Cade, mas rejeitada pelo Banco Central. Pouco depois, o Master foi liquidado pelo BC.
Alerta e vídeo contraditório
A renúncia de Veloso segue a revelação de que ele teria assinado um parecer jurídico alertando sobre os riscos das operações com o Banco Master, destacando a importância da observância de índices de liquidez e Basileia. Contudo, o ex-diretor também gravou um vídeo interno defendendo a tentativa de compra do Master, afirmando que “todos os cuidados jurídicos estavam sendo tomados”.
Plano de capital e acompanhamento do GDF
Para tentar conter a crise de credibilidade e reforçar sua liquidez, o BRB apresentou ao Banco Central um plano de capital com medidas para recompor seu patrimônio em até 180 dias. As estimativas do BC indicam um aporte mínimo necessário de R$ 5 bilhões. O governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB com cerca de 72% do capital, acompanha de perto a situação.
Com informações da Agência Brasil







