
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) está expandindo seu alcance através da iniciativa “Finep pelo Brasil”, que já visitou 100 cidades em todo o país. O programa tem como objetivo principal democratizar o acesso a recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), especialmente para empresas de base tecnológica.
Os recursos oferecidos são na modalidade de subvenção econômica, ou seja, não precisam ser devolvidos às instituições concedentes. Empresas de todos os portes podem se beneficiar, com foco em setores estratégicos como cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Os itens financiáveis abrangem gastos com pessoal, consultoria, equipamentos e material de consumo.
Reindustrialização e autonomia tecnológica
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que um dos grandes desafios do país é o acesso ao crédito para a indústria, que ainda se concentra em poucas regiões, como São Paulo. “Esse programa tem o objetivo de estimular principalmente as empresas de base tecnológica a buscar recursos para a inovação. A ciência tem que sair do papel”, afirmou a ministra, ressaltando a importância da ciência e tecnologia para a autonomia nacional.
Integração entre setor público e produtivo
Luiz Antônio Elias, presidente da Finep, ressaltou a importância da integração de competências para transformar conhecimento em inovação e competitividade. “Quando setor público e setor produtivo se associam e atuam de forma coordenada, a inovação deixa de ser exceção e passa a ser uma estratégia”, disse Elias, comparando o investimento em PD&I com o de nações como Estados Unidos e China.
Enfrentando gargalos da indústria brasileira
A Firjan, parceira estratégica da iniciativa, busca transformar instrumentos de fomento em projetos concretos de desenvolvimento tecnológico e crescimento econômico. O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, avalia que as linhas de fomento em condições especiais são cruciais para enfrentar o baixo investimento em inovação no Brasil, que atualmente representa apenas 1,2% do PIB, um índice inferior ao de países como Coreia do Sul, Japão, Alemanha e Estados Unidos.
Com informações da Agência Brasil







