
Os portos brasileiros registraram um desempenho histórico em 2025, movimentando um volume impressionante de 1,4 bilhão de toneladas de cargas. O setor aquaviário celebra mais um recorde, impulsionado por um crescimento contínuo e pela maturidade institucional do país, segundo Frederico Dias, diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).
Cargas e Destinos
O minério de ferro lidera a movimentação, representando 30% do total, seguido pelo óleo bruto (16%) e contêineres (12%). Juntas, essas três categorias superam 50% de toda a carga transportada. A China se consolida como o principal comprador do minério de ferro brasileiro, absorvendo 72% das exportações do produto.
Investimentos em Ascensão
O diretor-geral da Antaq destacou o aumento substancial dos investimentos privados no setor. Em 2020, a iniciativa privada investiu R$ 129,3 bilhões em infraestrutura portuária, um valor que saltou para R$ 234,9 bilhões no ano passado. Em contraste, os investimentos públicos cresceram de R$ 36,4 bilhões para R$ 45,1 bilhões no mesmo período. Somando os setores público e privado, o investimento total em infraestrutura portuária alcançou R$ 280 bilhões em 2025, um salto significativo em relação aos R$ 165,7 bilhões registrados cinco anos antes.
“O país investe mais em infraestrutura do que em toda a sua história. E o fato do setor privado ter [quase] dobrado a quantia investida, mostra o quanto o Poder Público está maduro para fazer parcerias com o setor privado”, avaliou Dias.
Projeções e Desafios Futuros
A Antaq projeta um crescimento contínuo na demanda por cargas conteinerizadas nos próximos quatro anos. Estudos da agência indicam que a movimentação portuária pode atingir 1,44 bilhão de toneladas em 2026, um aumento de 2,7% em relação a 2025, e chegar a 1,59 bilhão de toneladas em 2030.
“É fundamental que o Estado crie as condições e possa responder a este grande desafio. Os portos não podem ser o gargalo do crescimento do país. Não basta focarmos da porteira para dentro. Precisamos melhorar os acessos e já estamos avaliando o que precisa ser feito”, enfatizou Dias, ressaltando a necessidade de fortalecer a infraestrutura para atender à crescente demanda.
Com informações da Agência Brasil







