
O mercado financeiro revisou para baixo a projeção da inflação para este ano, estimando agora uma taxa de 3,97%. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano, apesar de não ter alterado os juros pela quinta vez consecutiva, sinaliza um cenário de cautela, mas com expectativas de flexibilização futura.
Juros e inflação: um ciclo sob observação
O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal ferramenta para controlar a inflação. Atualmente em seu maior patamar desde julho de 2006, o Copom indicou que pretende iniciar o ciclo de cortes nos juros a partir de março, desde que a inflação permaneça sob controle e não surjam imprevistos no panorama econômico.
Projeções para a Selic
As estimativas dos analistas apontam para uma redução da taxa básica de juros para 12,25% ao ano até o final de 2026. Para os anos seguintes, a previsão é de novas quedas, com a Selic atingindo 10,5% em 2027 e 10% em 2028, chegando a 9,5% em 2029.
A dinâmica dos juros é clara: quando a Selic sobe, o crédito se encarece, incentivando a poupança e freando a demanda, o que tende a conter a inflação, mas pode desacelerar a economia. Por outro lado, a redução da Selic torna o crédito mais barato, estimula o consumo e a produção, mas pode gerar pressões inflacionárias.
PIB e câmbio: perspectivas de estabilidade
A projeção para o crescimento da economia brasileira em 2024 foi mantida em 1,8%. As expectativas para 2027 também se mantêm em 1,8%, com projeções de 2% para 2028 e 2029. O crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2025, impulsionado pela indústria e agropecuária, foi de 0,1%, considerado estabilidade pelo IBGE.
Em 2024, o PIB registrou uma alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão e o melhor resultado desde 2021. A previsão para a cotação do dólar ao final deste ano é de R$ 5,50, patamar que se espera manter até o fim de 2027.
Com informações da Agência Brasil







