
O que você precisa saber:
- O Supremo Tribunal Federal (STF) definirá em 25 de fevereiro o futuro dos chamados “penduricalhos” ilegais.
- Uma decisão liminar já suspendeu o pagamento dessas verbas indenizatórias sem base legal nos Três Poderes.
- Benefícios extras que ultrapassam o teto salarial constitucional, como “auxílio-peru” e “auxílio-panetone”, foram citados como exemplos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo que decidirá sobre a suspensão do pagamento de verbas indenizatórias consideradas ilegais em todos os Três Poderes da República. A decisão se baseia em uma liminar concedida anteriormente pelo ministro Flávio Dino, que determinou a interrupção desses pagamentos em até 60 dias caso não possuam base legal.
A votação que definirá a questão ocorrerá em uma sessão presencial da Corte. Os chamados “penduricalhos” referem-se a benefícios adicionais concedidos a servidores públicos que, segundo a legislação, não deveriam ultrapassar o teto remuneratório constitucional. Este teto está fixado em R$ 46,3 mil, valor correspondente ao subsídio dos próprios ministros do STF.
“Fenômeno da multiplicação anômala” de verbas
Na sua decisão liminar, o ministro Flávio Dino destacou o que chamou de “fenômeno da multiplicação anômala” de verbas indenizatórias que estariam em desacordo com a Constituição Federal. Ele citou explicitamente exemplos como o “auxílio-peru” e o “auxílio-panetone”, que representam pagamentos extras de fim de ano, como indicativos de ilegalidade.
A determinação de suspensão, caso confirmada pelo plenário, tem abrangência nacional. Ela deve ser cumprida em todas as esferas: federal, estadual e municipal, afetando os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Por que isso é importante?
A decisão do STF sobre a suspensão dos “penduricalhos” tem um impacto direto na gestão dos recursos públicos e, consequentemente, no bolso do contribuinte. Ao coibir o pagamento de benefícios sem amparo legal e que ultrapassam o teto salarial, a medida visa garantir a moralidade administrativa e a economia dos cofres públicos. A aplicação da decisão em todo o país pode gerar uma economia significativa, cujos valores poderiam ser redirecionados para áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. Para os servidores públicos, a decisão representa a necessidade de adequação às regras constitucionais de remuneração, podendo afetar rendimentos que antes eram considerados regulares, mas que agora serão submetidos a escrutínio legal.
Com informações de Supremo Tribunal Federal e análise editorial do Portal Voz do Amazonas.







