
A Justiça determinou que o influenciador e empresário Pablo Marçal pague uma indenização de R$ 100 mil ao ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Guilherme Boulos. A condenação se deu em razão da disseminação de desinformação e uso de um laudo médico falso para imputar falsamente ao ministro a condição de usuário de entorpecentes.
Em sua decisão, o juiz considerou que Marçal “ultrapassou, e muito, as raias do debate político civilizado e da crítica administrativa”. O magistrado pontuou que a assinatura do médico falecido foi forjada e que o documento foi fabricado com o objetivo de “imputar falsamente ao autor a condição de usuário de entorpecentes”.
“Trata-se da fabricação fria e calculada de uma mentira documental para ludibriar o eleitorado e destruir a honra do adversário. O réu agiu com dolo intenso, valendo-se de sua vasta rede de alcance digital para potencializar o dano”, afirmou o juiz em sua sentença.
Procurado pela Agência Brasil, Pablo Marçal declarou que a decisão é de primeira instância e “não sendo definitiva”. Ele informou que discorda do entendimento adotado e que já está tomando as medidas judiciais cabíveis, com a interposição de recurso. “Confiantes de que a decisão será revista nas instâncias superiores. O caso permanece em discussão no âmbito do Poder Judiciário”, disse a nota.
Em suas redes sociais, Guilherme Boulos comentou a condenação. “Marçal foi condenado pela Justiça a me pagar R$ 100 mil pela mentira da cocaína. Ainda é pouco, seguirei na ação criminal contra ele. Quem faz política com fake news tem que ser banido da vida pública”, escreveu o ministro.
Com informações da Agência Brasil







