
Um estudo recente projeta que até 2050, impressionantes 3,8 bilhões de pessoas estarão expostas a ondas de calor extremo. Essa projeção alarmante destaca a necessidade urgente de medidas de adaptação e mitigação contra as mudanças climáticas, que intensificam a frequência e a severidade de eventos climáticos extremos em todo o planeta.
As conclusões da pesquisa indicam que mesmo nações com climas historicamente mais frios, como Finlândia, Rússia e Canadá, experimentarão um aumento significativo em dias de calor intenso. A gravidade do impacto nessas regiões reside na sua infraestrutura e planejamento urbano, tradicionalmente voltados para o enfrentamento de baixas temperaturas, o que torna qualquer elevação térmica um desafio considerável.
Impactos Amplificados em Regiões Frias
A vulnerabilidade de países acostumados ao frio a um aquecimento relativamente pequeno é um dos pontos centrais do estudo. A falta de preparo para altas temperaturas pode levar a consequências severas em setores como saúde pública, segurança energética e disponibilidade de água, além de afetar ecossistemas locais e a produtividade agrícola.
Um Alerta para o Limite de 1,5ºC
Radhika Khosla, uma das líderes da pesquisa, enfatiza que os resultados servem como um severo alerta. Ultrapassar o limite de 1,5ºC de aquecimento global, estabelecido no Acordo de Paris, terá repercussões sem precedentes em diversas esferas da sociedade. Isso inclui desde o acesso à educação e a qualidade dos serviços de saúde até o aumento da migração e a instabilidade na produção de alimentos.
Desenvolvimento Sustentável como Único Caminho
Diante do cenário projetado, Khosla defende o desenvolvimento sustentável como a única rota viável para reverter essa tendência de aquecimento crescente. A busca por emissões líquidas zero é apresentada como fundamental para garantir um futuro com temperaturas mais controladas e mitigar os efeitos devastadores do calor extremo sobre a população mundial.
Com informações da Agência Brasil







