
O governo brasileiro, por meio da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, reafirmou seu compromisso no combate ao antissemitismo e a todas as formas de preconceito e discriminação. A iniciativa integra a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca fortalecer a democracia e a convivência pacífica.
Em um encontro promovido para debater o tema, ministras e representantes da sociedade civil discutiram a importância de políticas educacionais e ações articuladas para enfrentar o crescimento do antissemitismo em nível global. A discussão ressaltou a necessidade de ir além da denúncia e judicialização, focando na prevenção através da educação.
Educação como ferramenta central no combate ao ódio
A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, destacou que o combate ao antissemitismo é parte integrante do compromisso do governo em erradicar preconceitos. Ela relembrou a importância da diplomacia brasileira na busca pela paz e coexistência entre Israel e Palestina, além de mencionar a visita histórica de Lula a Israel em 2010.
A ministra Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos e da Cidadania, enfatizou a conexão direta entre a preservação democrática e o enfrentamento a manifestações de ódio, alertando sobre os perigos da intolerância para as instituições do país.
Visão da sociedade civil e especialistas
Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), classificou o momento como crítico diante do aumento global do antissemitismo e considerou o encontro essencial para dar visibilidade ao problema e promover ações conjuntas entre Estado e sociedade civil.
A professora Lilia Schwarcz, da Universidade de São Paulo, participou remotamente do debate e reforçou que a educação é a ferramenta mais eficaz contra o antissemitismo. Segundo ela, políticas educacionais estruturadas são cruciais, pois a denúncia e a judicialização, embora fundamentais, são insuficientes por si só. Schwarcz criticou a abordagem pontual do tema nos currículos escolares, frequentemente limitada ao estudo do Holocausto.
Para Schwarcz, o enfrentamento ao antissemitismo deve ser visto como um desafio para toda a democracia brasileira, e não apenas como uma questão da comunidade judaica. Ela defendeu a ampliação do debate nas escolas e a articulação com o Ministério da Educação para a criação de políticas públicas voltadas para a empatia e o reconhecimento da diversidade.
Marco legal e compromisso histórico
O Brasil possui um histórico de repúdio ao antissemitismo e outras formas de discriminação, amparado pela Constituição Federal de 1988, que garante a liberdade religiosa, e pela Lei nº 7.716/1989, que criminaliza a discriminação e o preconceito. Tratados internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção Internacional contra a Discriminação Racial, também reforçam o arcabouço jurídico nacional.
Com informações da Agência Brasil







