
O Programa Eco Invest Brasil registrou seu maior leilão até o momento, com uma demanda potencial de R$ 80 bilhões para investimentos em participação societária (equity) em empresas. Deste montante, R$ 24 bilhões seriam de recursos públicos, evidenciando o crescente interesse em projetos voltados para a economia verde no país.
O terceiro leilão do programa, divulgado pelo Tesouro Nacional, homologou R$ 15 bilhões em capital público, com capacidade de viabilizar aproximadamente R$ 53 bilhões em investimentos privados. Mais de R$ 11 bilhões serão direcionados a startups e pequenas e médias empresas (PMEs) com foco em inovação e crescimento sustentável.
Setores Estratégicos Recebem Investimento
A maior parte dos recursos homologados, 64,5%, será destinada a projetos de Transição Energética. A Bioeconomia aparece em seguida com 16%, seguida por Infraestrutura Verde para Adaptação (10,4%) e Economia Circular (9,1%), alinhados ao Plano de Transformação Ecológica do governo.
Investimentos em combustível sustentável de aviação (SAF) e nas cadeias de baterias e veículos elétricos também foram destacados, com R$ 12,2 bilhões e R$ 9,3 bilhões, respectivamente. O objetivo é posicionar o Brasil de forma competitiva na economia verde global.
Itaú Lidera Participação Institucional
Seis instituições financeiras tiveram propostas vencedoras. O Itaú Bank se destacou, liderando com cerca de 50% do volume homologado, o equivalente a quase R$ 30 bilhões. Outras instituições como Caixa Econômica Federal, Bradesco, HSBC, BNDES e Banco do Brasil também tiveram propostas aprovadas.
Eco Invest Brasil Consolida-se
Criado em 2024, o Eco Invest Brasil visa impulsionar o investimento privado em projetos sustentáveis e atrair capital estrangeiro para iniciativas estratégicas da transição ecológica. O programa oferece mecanismos financeiros inovadores e apoia projetos em áreas como indústria verde, recuperação de biomas e infraestrutura climática.
Coordenado pelos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, com apoio do BID e da Embaixada do Reino Unido, o programa já realizou três leilões e se estabelece como a principal iniciativa de finanças verdes do Brasil. As instituições vencedoras terão prazos de até 24 meses para captar capital externo e até 60 meses para realizar os aportes nos projetos selecionados.
Com informações da Agência Brasil







