33.3 C
Manaus
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Início Justiça STF dá 48 horas para governo de SC explicar lei que proíbe...

STF dá 48 horas para governo de SC explicar lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um prazo de 48 horas para que o governo de Santa Catarina e a Assembleia Legislativa do estado (Alesc) apresentem informações e esclarecimentos sobre a lei recém-aprovada que proíbe a adoção de cotas raciais em instituições de ensino que recebem verbas públicas estaduais.

A decisão atende a um pedido de urgência diante da possibilidade de a nova legislação afetar processos seletivos em andamento, embora nenhum certame específico tenha sido mencionado.

Entenda a Lei Estadual

A Lei 19.722/2026, aprovada pela Alesc em dezembro e sancionada pelo governador Jorginho Melo, impede que universidades estaduais e outras instituições de ensino superior beneficiadas com recursos do estado implementem políticas de reserva de vagas ou outras formas de ações afirmativas baseadas em critérios raciais. A proibição abrange tanto o ingresso de estudantes quanto a contratação de funcionários, incluindo professores.

Exceções e Punições

A legislação prevê exceções, permitindo a reserva de vagas com base exclusivamente em critérios econômicos, para pessoas com deficiência e para estudantes oriundos da rede pública estadual. O descumprimento da nova lei pode acarretar multa de R$ 100 mil por edital e o corte de repasses públicos.

Questionamentos no STF

A constitucionalidade da lei estadual foi questionada no Supremo por partidos como PSOL e PT, além de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a União Nacional dos Estudantes (Une), a Coalizão Negra por Direitos e a associação Educafro. A oposição em Santa Catarina também já havia acionado a Justiça Federal contra a nova legislação.

Contexto da Lei de Cotas

A Lei de Cotas federal (Lei nº 12.711/2012) estabelece a reserva de 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes de escolas públicas, considerando critérios de renda, raça (pretos, pardos, indígenas e quilombolas) e pessoas com deficiência. Em 2012, o STF validou a constitucionalidade das cotas raciais, considerando que a política visa superar distorções sociais históricas e promover a igualdade material.

Com informações de Agência Brasil

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com