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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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Boulos prevê aprovação da extinção da escala 6×1 ainda neste semestre

O Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, expressou otimismo quanto à aprovação da extinção da escala de trabalho 6×1 ainda no primeiro semestre deste ano. A iniciativa, que busca reduzir a carga horária semanal dos trabalhadores brasileiros e aumentar seu tempo de lazer e convívio familiar, tem sido prioridade para o governo federal.

Boulos declarou que a expectativa é de que a proposta seja pautada, aprovada pelo Congresso Nacional e promulgada pelo presidente Lula até junho. “Eu espero que isso possa ser pautado, aprovado e promulgado pelo presidente Lula neste primeiro semestre, para que os trabalhadores brasileiros tenham paz, tenham descanso e possam ter tempo com a sua família para lazer, para cuidado, que é o básico para qualquer um”, afirmou o ministro.

Apoio e articulação política

A declaração foi feita em entrevista coletiva após um evento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Boulos reiterou o compromisso do governo em acabar com a escala 6×1, classificando-a como uma “necessidade do trabalhador brasileiro”. Ele informou que está em articulação com o Ministério do Trabalho e que tem mantido e continuará tendo conversas com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, nas próximas semanas, para avançar na pauta.

Proposta em tramitação

O fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 8/2025, apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado. A proposta conta com 226 assinaturas de deputados, sendo a deputada Erika Hilton (PSOL/SP) a autora e primeira signatária.

Resistência empresarial e avanços recentes

Questionado sobre a possível resistência de grandes empresários à mudança, Boulos minimizou a preocupação, afirmando que a oposição de setores empresariais a direitos trabalhistas não é novidade. “Quando foi que grande empresário foi a favor de direito do trabalhador? Nunca vi na história. Se dependesse deles, seria escala 7×0. Se dependesse de muitos deles, não teria sido nem promulgada a Lei Áurea neste país”, criticou.

Como um exemplo prático da adoção de melhores escalas, Boulos mencionou a decisão do Palácio do Planalto, no fim do ano passado, de extinguir a escala 6×1 para trabalhadores terceirizados que prestam serviços na Presidência, como copeiros e pessoal de limpeza. Esses funcionários agora trabalham, no máximo, na escala 5×2.

Com informações da Agência Brasil

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