
A bolsa brasileira encerrou a semana em euforia, superando a marca dos 178 mil pontos e registrando sua melhor performance semanal desde abril de 2020. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou esta sexta-feira (23) em alta de 1,86%, atingindo 178.858 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a flertar com os 180 mil pontos, mas recuou levemente no final do dia devido à realização de lucros por parte dos investidores.
A alta acumulada na semana foi de 8,53%, a maior desde a semana encerrada em 9 de abril de 2020, quando o mercado de ações se recuperava das perdas iniciais causadas pela pandemia de Covid-19. Este desempenho positivo reflete um cenário global de fuga de capitais de mercados desenvolvidos para emergentes, como o Brasil.
Fluxo de capitais e atração de investidores
O Brasil tem se beneficiado significativamente da saída de investimentos dos Estados Unidos. Somente em janeiro, até o dia 21, a B3 registrou uma entrada líquida de R$ 12,35 bilhões, montante que representa quase metade do saldo positivo de R$ 25,5 bilhões observado em todo o ano de 2025.
Dólar estável e juros como atrativo
Em contrapartida à euforia na bolsa, o mercado de câmbio apresentou maior estabilidade. Após duas sessões de queda, o dólar comercial fechou a sexta-feira a R$ 5,287, com uma leve alta de 0,05%. A moeda americana acumula uma desvalorização de 1,61% na semana e 3,68% no ano, operando em seus menores níveis desde meados de novembro.
Os juros elevados no Brasil, com a Taxa Selic atualmente em 15% ao ano, têm sido um fator crucial para atrair capital estrangeiro. A diferença significativa em relação às taxas de juros de economias avançadas torna o país uma opção atrativa para investidores que buscam rentabilidade. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliará o futuro da taxa básica de juros.
Com informações da Reuters







