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Receita Federal mira R$ 200 bilhões com nova estratégia de cobrança amigável para devedores

A Receita Federal projeta uma arrecadação de R$ 200 bilhões para este ano com a implementação de um modelo de cobrança amigável. A estratégia combina a autorregularização de contribuintes com inadimplência pontual e um rigor maior contra aqueles que utilizam a sonegação como prática de negócio.

Segundo o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, a iniciativa representa uma mudança significativa na atuação do órgão, que busca se afastar de uma postura reativa e repressora para se tornar um facilitador que antecipa problemas e orienta os cidadãos.

Mudança de Paradigma na Cobrança

O novo modelo prioriza o diálogo e o tratamento diferenciado, adaptado ao perfil de cada contribuinte. O objetivo é aumentar a arrecadação sem a necessidade de longas disputas judiciais, atuando na fase intermediária entre a inadimplência inicial e o litígio.

Cobrança Amigável e Devedores Contumazes

A cobrança amigável, agora incorporada à Lei Complementar 225, visa a regularização de débitos antes que se tornem processos judiciais. Paralelamente, o Fisco intensificará a fiscalização sobre os chamados devedores contumazes, que são contribuintes que usam a inadimplência como estratégia empresarial e devem bilhões aos cofres públicos.

Perfil do Devedor Contumaz

A Receita Federal define como devedores contumazes aqueles que:

  • Possuem débitos inscritos em Dívida Ativa da União;
  • São reincidentes na prática de infrações tributárias;
  • Utilizam a inadimplência como estratégia de negócio, prejudicando a concorrência leal e a arrecadação de impostos essenciais para áreas como saúde e educação.

Setor de Cigarros na Mira do Fisco

Barreirinhas destacou que o setor de cigarros, conhecido por concentrar um número significativo de devedores contumazes, será um dos focos da nova lei. Espera-se que as punições sejam ampliadas e as práticas de sonegação coibidas com mais eficácia.

Com informações da Agência Brasil