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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
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Técnicos de Enfermagem Presos no DF Suspeitos de Matar Pacientes com Injeções Letais

Investigação Revela Mortes Suspeitas no Hospital Anchieta

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de pelo menos três pacientes em um hospital particular de Taguatinga, onde técnicos de enfermagem são suspeitos de aplicar substâncias letais. A investigação, batizada de Operação Anúbis, resultou na prisão de três ex-funcionários da unidade de saúde.

Os óbitos ocorreram entre novembro e dezembro de 2025. A unidade de saúde informou ter demitido os suspeitos e acionado a polícia após um comitê interno analisar as circunstâncias incomuns das mortes. O hospital se solidariza com as famílias e colabora com as autoridades.

Operação Policial e Detalhes das Mortes

Dois técnicos de enfermagem foram detidos no dia 11 de abril, e uma terceira pessoa, também investigada, foi presa na última quinta-feira (15). Durante a prisão, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e outros materiais que podem auxiliar na investigação. O caso tramita em segredo de justiça, e os nomes dos envolvidos e das vítimas não foram divulgados.

O delegado Wisllei Salomão informou que as vítimas eram uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos. Segundo a polícia, os suspeitos teriam injetado um medicamento comum em UTIs, mas de forma direta na veia, o que poderia causar parada cardíaca e morte.

Modus Operandi e Novas Investigações

As investigações, que incluem análise de câmeras de segurança da UTI, prontuários médicos e depoimentos de funcionários, apontam que um dos técnicos teria se logado em sistemas em nome de médicos para receitar o medicamento. Em seguida, pegava a substância na farmácia, preparava a injeção e a administrava nas vítimas.

Em um dos casos, o suspeito teria utilizado desinfetante, além do medicamento indevido, injetando-o repetidamente em uma das pacientes. As outras duas técnicas de enfermagem presas são consideradas coniventes com as ações, tendo auxiliado na obtenção do medicamento e estado presentes durante as aplicações.

O delegado Wisllei Salomão ressaltou que a investigação continua para identificar se outras pessoas participaram do crime e se mortes com padrões semelhantes ocorreram em outros hospitais onde os suspeitos trabalharam. Os celulares e computadores apreendidos serão analisados para esclarecer a motivação dos crimes.

Um dos suspeitos, de 24 anos, estudante de fisioterapia, já havia sido demitido do Hospital Anchieta e continuou atuando em outra UTI infantil. As duas técnicas presas têm 28 e 22 anos, sendo que a mais nova estava em seu primeiro emprego na área.

Com informações da Agência Brasil