
As recentes liquidações do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, em 15 de fevereiro, expuseram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso levanta suspeitas de fraudes bilionárias, utilização de fundos para ocultar prejuízos, articulações para obter socorro via banco público e atritos entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o Banco Central (BC) e a Polícia Federal (PF).
O Mecanismo do Esquema
Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master experimentou um crescimento acelerado ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com rentabilidade significativamente superior à média de mercado. Segundo investigadores, para sustentar esse modelo, a instituição assumiu riscos excessivos e implementou operações que inflavam artificialmente seu balanço patrimonial, ao mesmo tempo em que a liquidez real – o dinheiro disponível para ressarcir investidores – se deteriorava.
Conexões e Tentativas de Salvação
As investigações da Polícia Federal e os relatórios do Banco Central indicam que o colapso do Master transcendeu a esfera puramente financeira, atingindo também a esfera institucional. A ligação com a gestora Reag Investimentos e a tentativa de venda da carteira de clientes ao Banco de Brasília (BRB) foram passos cruciais na articulação do caso. A pressão exercida sobre órgãos de controle transformou a situação em um complexo xadrez, com repercussões diretas para os investidores e para a credibilidade das instituições financeiras.
Intervenção e Impacto nos Clientes
A intervenção e posterior liquidação do Banco Master e da Reag Investimentos geraram grande apreensão entre os clientes e investidores. A dificuldade em recuperar os valores aplicados e a incerteza sobre o futuro das aplicações são as principais preocupações. O caso, pela sua magnitude e pelas complexas relações entre as instituições envolvidas, é considerado histórico e levanta questionamentos sobre a fiscalização e a solidez do sistema financeiro nacional.
Com informações da Agência Brasil







