
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou nesta quinta-feira (15) que uma eventual imposição de sanções por parte dos Estados Unidos ao Irã, conforme sinalizado pelo presidente Donald Trump, não deve gerar impactos significativos para o Brasil.
Relação comercial modesta e ausência de ordens executivas
Alckmin ressaltou que, embora os EUA manifestem o desejo de restringir o comércio com o Irã, a participação do Brasil nessa relação é pequena. “No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, declarou o vice-presidente em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC.
Ele também mencionou que não há, até o momento, uma ordem executiva formal por parte do governo Trump que estabeleça as sanções. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, ponderou, lembrando que países europeus, como a Alemanha, também mantêm relações comerciais com o Irã.
Brasil como promotor da paz e do multilateralismo
O ministro aproveitou para reforçar a posição do Brasil como um país pacífico e promotor da paz. “O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”, afirmou.
Diante do cenário geopolítico considerado difícil, Alckmin defendeu que o Brasil deve ser mais ouvido no cenário internacional. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”, concluiu.
Com informações da Agência Brasil







