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sábado, 12 de setembro de 2026

Mario Frias e produtora de “Dark Horse” são alvos de operação da PF por desvio de verba pública

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Make Up, com o objetivo de apurar o desvio de recursos públicos. As investigações apontam que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora do filme “Dark Horse”, Karina Gama, são os principais alvos da ação. O filme em questão narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, com Frias atuando como roteirista e produtor-executivo.

Buscas e apreensões em quatro estados

De acordo com a PF, 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os locais de busca estão duas entidades ligadas a Karina Gama: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

Organização criminosa e desvios milionários

As investigações preliminares indicam a existência de uma organização criminosa que teria utilizado recursos públicos de forma irregular e sem a devida prestação de contas. As irregularidades investigadas ocorreram até julho deste ano e, segundo as autoridades, os desvios podem chegar a centenas de milhões de reais.

Os crimes investigados pela Polícia Federal incluem peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Autorização e processos paralelos

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, que é o responsável pelo processo que apura os supostos desvios de emendas parlamentares. Em paralelo, outro processo investiga o repasse de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro para o filme, a pedido do senador Flávio Bolsonaro. Este caso tem relatoria do ministro André Mendonça.

Em maio deste ano, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro teria pedido os recursos a Vorcaro para o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Na época, o senador negou ter acordado qualquer vantagem indevida, afirmando que os recursos eram privados. A Agência Brasil buscou contato com a assessoria de Mario Frias e com Karina Gama, mas ainda não obteve resposta.

Com informações da Agência Brasil