
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) sediou em Manaus um exercício simulado crucial para aprimorar a capacidade de resposta laboratorial em regiões de fronteira. A iniciativa visa fortalecer a vigilância em saúde e a integração entre os estados diante de emergências sanitárias.
Preparação e Integração em Foco
O exercício contou com a participação de especialistas do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), reunindo representantes de laboratórios de fronteira de dez estados brasileiros. A coordenadora substituta da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde, Carla Freitas, destacou a importância dos simulados.
“Os simulados ajudam as equipes a se prepararem antes que uma emergência aconteça. É nesse processo que conseguimos identificar fragilidades e pensar em soluções para responder de forma mais eficiente”, afirmou Carla Freitas. Ela ressaltou o papel essencial dos laboratórios na estrutura da vigilância em saúde.
Fortalecendo a Rede de Laboratórios
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, enfatizou que a atividade amplia a preparação dos serviços de vigilância e fortalece a articulação entre instituições estratégicas do país. “Exercícios simulados como este permitem avaliar fluxos, identificar fragilidades e promover maior integração entre laboratórios, vigilância e gestão em saúde, especialmente em regiões de fronteira”, pontuou.
A oficial nacional da Opas/OMS, Jaqueline Oliveira, reforçou a importância estratégica da iniciativa para as regiões de fronteira. “Essa atividade é estratégica porque trabalha ações de preparação junto às equipes locais, especialmente em regiões de fronteira, onde o papel dos laboratórios é fundamental para a vigilância em saúde”, declarou.
Estratégias e Desafios
Durante o evento, foram discutidas estratégias sobre logística, comunicação, vigilância, protocolos laboratoriais, sistemas de informação, coleta e transporte de amostras, além da gestão de emergências. O diretor do Laboratório de Fronteira de Tabatinga (Lafron) da FVS-RCP, Herton Dantas, comentou sobre a troca de experiências.
“Esse momento fortalece a capacidade técnica das equipes e amplia a articulação entre os serviços laboratoriais da faixa de fronteira”, enfatizou Herton Dantas, ressaltando os desafios de territórios estratégicos com grande circulação de pessoas e diferentes realidades epidemiológicas.
Simulação em Ambiente Controlado
O exercício utilizou cenários semifictícios para avaliar, em ambiente controlado na sede da FVS-RCP, a capacidade de resposta laboratorial diante de possíveis emergências sanitárias. A iniciativa é fundamental para áreas transfronteiriças da Amazônia, onde a intensa mobilidade populacional e os desafios logísticos exigem respostas rápidas e integradas.
Com informações da Agência Amazonas








