
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou dados que apontam uma redução de aproximadamente 69% nos casos de hepatites virais no estado. Entre janeiro e abril de 2025, foram registrados 356 casos, número que caiu para 111 notificações no mesmo período de 2026.
Apesar da queda significativa, a FVS-RCP reforça a necessidade contínua de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento adequado para combater a transmissão e evitar complicações da doença.
Ações de vigilância e conscientização são cruciais
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressaltou que o fortalecimento das ações de vigilância em saúde, juntamente com estratégias de prevenção e ampliação do acesso ao diagnóstico, tem sido fundamental. “A conscientização da população sobre a importância da testagem, da vacinação e do acompanhamento em saúde é fundamental para reduzir os casos e prevenir formas graves da doença”, afirmou Amorim.
Formas silenciosas da doença exigem atenção
Vanieli Cappellesso, coordenadora do Programa Estadual de Hepatites Virais da FVS-RCP, alertou que muitas pessoas podem ser portadoras dos vírus B ou C sem apresentar sintomas. “Quando não diagnosticadas precocemente, as hepatites virais podem evoluir para formas crônicas e causar complicações mais graves, como cirrose e câncer de fígado”, explicou Cappellesso.
Sintomas e quando procurar ajuda
Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da hepatite não manifesta sintomas. Quando presentes, podem incluir cansaço, febre, mal-estar, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes claras.
Em caso de sintomas ou contato com pessoas com a doença confirmada, a orientação é buscar uma unidade de saúde imediatamente.
Entendendo as hepatites virais
As hepatites virais são doenças infecciosas causadas por cinco tipos de vírus. Frequentemente, são silenciosas e só apresentam manifestações clínicas em estágios avançados, o que dificulta o tratamento.
A transmissão ocorre por contato com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas ou de mãe para filho. O diagnóstico precoce é essencial para prevenir a evolução para cirrose e câncer de fígado.
Prevenção é a chave
As medidas de prevenção incluem não compartilhar objetos de uso pessoal como agulhas, alicates de unha, lâminas e seringas. A vacinação contra hepatite A e B está disponível no SUS. O uso de preservativos em relações sexuais e a testagem regular também são recomendados.
Com informações da Agência Amazonas








