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quinta-feira, 14 de maio de 2026
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Pai de Daniel Vorcaro é preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero

O empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso nesta quinta-feira (14) pela Polícia Federal (PF). A prisão ocorreu durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que também tem agentes da própria corporação entre os alvos. A ação visa aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.

Policiais federais estão cumprindo um total de sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são executadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens de investigados.

Crimes sob investigação

Segundo a PF, os crimes investigados incluem ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional. A operação busca desarticular esquemas ilícitos que envolvem altas cifras e agentes públicos.

Histórico da Operação Compliance Zero

Na 5ª fase da Operação Compliance Zero, realizada na semana passada, um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão foram cumpridos. Entre os investigados nessa fase está o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.

A 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, resultou na prisão preventiva do ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro. Este último é apontado como o operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, que está detido desde o início de março.

Ao longo das quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis estados: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A Justiça determinou o sequestro ou bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos, totalizando até R$ 27,7 bilhões, além do afastamento de investigados de cargos públicos.

Com informações da Agência Brasil