
As estratégias adotadas pelo Amazonas para ampliar o acesso à saúde em seu vasto e complexo território foram detalhadas durante o 11º Congresso Norte e Nordeste das Secretarias Municipais de Saúde, realizado em São Luís, no Maranhão. A secretária de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Nayara Maksoud, apresentou as iniciativas que visam superar os desafios logísticos e geográficos da região.
Saúde AM Digital revoluciona o acesso a especialidades
Um dos programas em destaque foi o Saúde AM Digital, que utiliza a Telessaúde para aproximar consultas e diagnósticos de pacientes no interior. O programa expandiu a telemedicina para além das teleinterconsultas, incluindo a atuação de clínicos gerais e fortalecendo a conexão entre especialistas e usuários em suas localidades.
Atualmente, o Saúde AM Digital oferece 18 especialidades e conta com 119 telessalas em 49 municípios. O atendimento via celular amplia o alcance para os 62 municípios, com plantão de clínico geral 24 horas para casos leves. O portal Saúde AM em Tempo Real e uma assistente virtual também facilitam a comunicação e o acompanhamento dos serviços pelo cidadão.
Opera+ Amazonas reduz filas de cirurgias
O programa Opera+ Amazonas foi citado como um sucesso na ampliação do acesso a procedimentos eletivos pelo SUS. Em 2025, o estado já realizou mais de 336 mil cirurgias, figurando entre os melhores desempenhos nacionais. A meta para este ano é alcançar 342 mil procedimentos, incluindo cirurgias ortopédicas de alta complexidade e ginecológicas com o programa +Saúde da Mulher.
UTI Aérea e transporte fluvial garantem atendimento
A UTI Aérea do Amazonas, considerada a maior operação aeromédica da América Latina, foi apresentada como crucial para o transporte de pacientes do interior para unidades de alta complexidade na capital. O serviço realiza até oito voos diários.
As Carretas da Saúde e o Barco Hospital São João XXIII também foram mencionados como ferramentas importantes para levar consultas, exames e cirurgias a populações remotas.
Nayara Maksoud concluiu reforçando a necessidade de políticas públicas que considerem as particularidades amazônicas para um SUS mais eficiente e acessível.
Com informações da Agência Amazonas








