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domingo, 6 de setembro de 2026

Três gerações de pajés marcam noite histórica no Bar do Boi com tema ‘Misticismo e Revolução’

A terceira edição do Bar do Boi 2026 celebrou a ancestralidade, a emoção e a cultura no Sambódromo de Manaus. Com o tema ‘Misticismo e Revolução’, o evento proporcionou um encontro inédito de três gerações de pajés do Boi Caprichoso: Waldir Santana, Neto Simões e Erick Beltrão, que dividiram o mesmo palco em uma noite histórica.

Um palco de tradição e espiritualidade

Diante de um público vibrante, o espetáculo foi além da música, integrando elementos espirituais, simbólicos e históricos. O pajé, um dos itens mais emblemáticos do Festival de Parintins, foi celebrado em sua plenitude, reforçando seu papel cultural.

Depoimentos emocionados marcam a noite

Waldir Santana, com três décadas de dedicação ao item 12 do Festival de Parintins, expressou a emoção de reviver sua trajetória: “Eu me sinto como se estivesse fazendo tudo de novo pela primeira vez. A gente construiu esse caminho. Eu sou cultura, sou poesia, sou movimento”.

Netto Simões destacou a dimensão espiritual da preparação: “Eu peço permissão aos espíritos da floresta para que tudo dê certo. A gente representa algo muito forte dentro da questão xamânica, então precisa dessa conexão”. Erick Beltrão ressaltou a importância do momento: “É uma forma de valorização dos artistas e da nossa história. Dividir o palco com essas gerações é muito especial”.

Apresentações musicais e conexão com o público

Além do encontro dos pajés, o evento contou com apresentações de Ornello Reis, Júlio Persil, Márcio do Boi, Edmundo Oran, Diego Brelaz e Paulinho Viana. A Marujada de Guerra, Raça Azul e o Corpo de Dança Caprichoso também enriqueceram o espetáculo.

Um dos momentos mais impactantes foi o encerramento, com uma procissão cênica onde o boi Caprichoso desceu do palco e interagiu com a multidão, criando uma conexão direta e simbólica com o público. “Foi uma experiência diferente de tudo que eu já vivi aqui. Não foi só show, teve um momento que parecia realmente um ritual”, relatou o espectador Breno Pereira.

O Bar do Boi reafirma seu papel como espaço de resistência e valorização cultural, antecipando as emoções do Festival de Parintins.

Com informações da Agência Amazonas