
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou a convocação do presidente do Banco de Brasília (BRB) para prestar esclarecimentos sobre o rombo financeiro que afeta a instituição. A decisão ocorre em meio a críticas sobre a falta de transparência e a recusa do banco em fornecer documentos solicitados pelos parlamentares. Deputados apontam a responsabilidade política do governo do DF na gestão do BRB.
Críticas à falta de informações
O deputado Fábio Félix (PSOL) criticou a ausência dos convidados e a forma como as autoridades do DF têm respondido às demandas sobre o caso. Segundo ele, o BRB tem negado o acesso a documentos com base em argumentos de sigilo, o que impede os parlamentares de entenderem a real situação do banco.
“A resposta do BRB tem sido desrespeitosa com a Câmara Legislativa. É sempre um ‘não’ taxativo, com base em argumentos de sigilo”, afirmou Félix.
Responsabilidade política do GDF
Félix destacou que o governo do DF é o controlador do BRB e que a responsabilidade política pelo ocorrido é clara. Ele lembrou que o ex-governador Ibaneis Rocha foi quem enviou os projetos de lei para a Câmara Legislativa que favoreceram a operação.
“Quem atuou politicamente para que os dois projetos fossem aprovados com muita rapidez e celeridade foi o governador Ibaneis Rocha. Então não se trata de pré-julgamento jurídico. A responsabilidade política está clara”, acrescentou.
Ibaneis Rocha também é convocado
O ex-governador Ibaneis Rocha também era esperado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado, no Congresso Nacional, para falar sobre as negociações do BRB para a compra do Banco Master. Ele já havia faltado a duas outras reuniões e, em reação, o colegiado aprovou sua convocação.
Entenda o caso
O BRB enfrenta uma crise de confiança e problemas de liquidez devido aos prejuízos decorrentes da compra de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez do Banco Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos do banco, negócio que foi impedido pelo Banco Central.
Com informações da Agência Brasil








